ó âmbar espesso da mente escrita
teus
gigantes corroem as pêras das luzes frescas
o
fresco da rosa decai em laranja ao permanecer
despetalá-la
faz-se dever perene.
carne
de baile ergue-se em direção ao chão
fulminando
copos no trovoar da alvorada
as
flores arrastam
novas
estrelas cintilam.
fúnebres
cravos furam cérebros de pirilampo
e as
toscas torres do sucesso desaparecem engolidas por esculturas
um
bispo avança sobre um cavalo
e o
xeque mate resplandece em toda parte
cruzes
cegas em toda parte estilhaçam feitas de parto
ressoam
nos olhos carcomidos do que cedo em tufos de espanto
Capricharam nas imagens! Esse cadáver está mais colorido: âmbar, rosa, laranja. E talvez um pouco mais mórbido (carne de baile, fúnebres cravos). Ficou um cadáver romântico (do movimento literário mesmo). As três primeiras estrofes parecem direcionar a sensibilidade para um choque de elementos - o resultado do impacto é um par de versos que mostram menos respeito ainda pela linearidade do pensamento e exploram com mais violência a possibilidade de abstração... Onde mais isso pode chegar?!!!
ResponderExcluirÉrico Marin