A
poça fora ali deixada, no chão, ao centro da praça, resquício do material da
chuva, uma chuva qualquer, uma chuva de outrora.
A poça refletia o mundo, o mundo acima de si, o mundo mergulhando em sua extensão espelhada.
A poça sacudia ao timbre do vento, fazendo ondular e bailar o mundo em si contido.
A poça rareava pelos goles dos bicos de pombos que nela matavam a sede.
A poça sumia conforme avançavam o sol e o calor por ele libertado. Suas beiradas, tristes, perdiam-se lentamente nos desígnios misteriosos da evaporação.
A poça refletia o mundo, o mundo acima de si, o mundo mergulhando em sua extensão espelhada.
A poça sacudia ao timbre do vento, fazendo ondular e bailar o mundo em si contido.
A poça rareava pelos goles dos bicos de pombos que nela matavam a sede.
A poça sumia conforme avançavam o sol e o calor por ele libertado. Suas beiradas, tristes, perdiam-se lentamente nos desígnios misteriosos da evaporação.
A poça também perdia-se carregada
pelas solas dos sapatos daqueles que nela pisavam, daqueles que furtavam com
passadas sua luz líquida.
A poça foi morrendo, definhando, e com ela
morria e definhava o mundo nela refletido, o mundo sem solidez, o mundo de
duplicações sem materialidade, a aparência do mundo sendo tragada pelo próprio
mundo, e a ele retornando.
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