28.1.14

mea culpa

um poema que se preze é terra
desolada: dos raros seixos se extrai,
quando muito, um ralo leite
de sentido. nada é perfeito,
persistir é preciso,
tente outra vez
etc.

trabalhe obstinadamente
por ao menos seis dias inúteis.
na falta de um pai
recorra ao dos burros.

e se tardar a surgir vida
neste planisfério,
fica frio. não é de hoje.
vez ou outra cochila
mesmo o bom Homero.

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