p/ Manoel Joaquim Felgueiras
Manoel,
o matinado em Trás-os-Montes,
Não
leu Camões. Mário de Sá-Carneiro
Tampouco.
Fernando, avistou de longe,
No
Porto; ou era um outro passageiro?
Foi-se
o semianalfabeto a São Paulo.
Não
leu Drummond. João Cabral de Melo
Tampouco.
Um dia trombou com Oswaldo
No
Centro; ou foi contra outro tal duelo?
Naquela
triste e leda madrugada,
Desceu-se
todo, em vão, sem nada achar.
Esteve
só com a treva e a voz do nada.
A
festa acabara, o povo sumira.
Hoje,
cão vivo sob a minha pele,
Dá-me
a poesia. De cada dia.
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