Ele desceu a ladeira no passo de quem já tanto desceu uma ladeira de paralelepípedos e de quem de menino se ria abusado dessa palavra paralelepípedo. Desceu em passo de quem se sabe não bonito, mas charmoso. Um olhar novo para as árvores que sempre ali estiveram, mas que nunca antes foram Flamboyãs, Ipês, Quaresmeiras. Foram, é verdade, Amoreiras e como tal, parte capital de sua meninice. Meninice que é em si palavra de outro tempo e só mesmo estando velho que se pode usá-la para dar nome à infância. Infância que é desde sempre invenção dos adultos, muito mais de beira, do que de leito de rio.
Descendo a ladeira era só sorriso e sorrindo assim entrou na Voluntários da Pátria, uma das tantas dessa pátria de voluntários e de ladeiras. De tardes bestas para todo sempre envolvida num mormaço que amolece a gente. Gente de bem é chique. E chique não é mole, é bem alinhado, sempre atinando todos os infinitos pontos que ligam um simples percurso de A a B, a ponto de fazer impossível de ser cumprido o próprio afazer do percurso. Mundo comprido. Infinito! Ainda que lastimavelmente pequeno espaço expandido, quando a vontade é expandir o corpo até misturar todos os espaços e dividir no mundo o peso da flor de ser sempre flor, da identidade gasta ser sempre a mesma identidade, quer a gosto ou a desgosto.
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