9.10.12

angústia


I - como morreste

foi o desejo
que te levou
(há o
olho
preto
de um poço
no jardim)
ao
abraço
gelado
dos veios
verdes
e es-
pinhos
que-
brados
do
cor-
po
de
uma
rosa.


II - o teu túmulo

as traças te tornaram
uno
com o
sono
dos ciprestes.
nada resiste.
nem mesmo um cigarro.
enfim dormes no ventre
de argila
do mundo,
orgia
com as trevas
que
rest-
aram.

3 comentários:

  1. morto debaixo da terra pulsa ao lado de germes, sementes e raízes.
    me lembrou um conto do garcía marquez, chama "Alguém desarruma estas rosas"

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  2. se nada mais resta, que importam os vermes??
    cumpriste o teu destino... da terra saiu e para a terra voltou!

    Dirceu Castilho

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  3. e da terra volta para ter destino de novo!

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