14.8.12

supernova


A tarde ardia com cem sóis em supernova.
E o douráureo abrasante subia
borbolhando em cilindos de vidro
para o estorpor das mentes
virando copos somridentes.

acima da rinha do horizonte
das bocarrafas vazias e bronze
colorindo os barrios de cerveja
olhos cálidos me bronzeando a fronte
que embora acostumbra da às albas
nunca vira essas irradiações bárbaras.

fotografável, seu solriso
orgranulando em filme
re-cortava laminamável
o silenço do céu soturno;
vi você inteira encandescendo
escaladas celestes,
plumbiluzindo, cabelos, coturno,
toda fulgiforme, centelha devenindo
big band de constelações iridescentes:

do core a quasar,
órbita em óbito
convulsão de cometas
armatéria que se desfaz
para sede novo
enorgia galáctica, poeira branca
cosmosumindo
e fabrilhando
stellas.

7 comentários:

  1. cara, pra ser sincero, não sou muito de poesia, mas gostei pra caramba, principalmente dos trocadilhos, muito bom!

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  2. Aliás parabéns pelo design também!

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  3. esse texto é um incêndio!

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  4. fiquei sabendo
    de você e
    muito
    gostei

    (contempla, comenta,
    comete convulsão de cometas)

    muito
    prazer

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