Palavra.
Babel
como dádiva,
não como
maldição.
Consolação
dos erros não-reparados,
ruas ou
signos pálidos?
A Sibila
presa no cristal da verdade,
a verdade
que recusa os eixos e as circularidades,
o centro
que desagrega, a falência que ergue,
tudo é
mar lamentando areia.
A palavra
dentro do referente,
da alma
desencarnada ao corpo fechado,
desencontrando
os moldes e os encaixes,
desacordando
o dessemelhante.
Remissão
e espera de vazios.
Palavra,
delírio.
Passagens
por espaços ermos,
o branco
descorando a cor da alma.
Tudo é
mar e universo rodando
sem eixo.
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