12.9.13

Viagem

Palavra.
Babel como dádiva,
não como maldição.

Consolação dos erros não-reparados,
ruas ou signos pálidos?

A Sibila presa no cristal da verdade,
a verdade que recusa os eixos e as circularidades,
o centro que desagrega, a falência que ergue,
tudo é mar lamentando areia.

A palavra dentro do referente,
da alma desencarnada ao corpo fechado,
desencontrando os moldes e os encaixes,
desacordando o dessemelhante.
Remissão e espera de vazios.

Palavra, delírio.
Passagens por espaços ermos,
o branco descorando a cor da alma.
Tudo é mar e universo rodando

sem eixo.

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